Câncer de Pele/Oncologia / Carcinoma Espinocelular
Carcinoma Espinocelular
O que é carcinoma espinocelular?
O câncer de pele é o mais comum dos seres humanos, sendo que o carcinoma espinocelular ou “de células escamosas” corresponde a 15% dos casos diagnosticados. A doença atinge, em sua maioria, homens, de pele clara e acima de 40 anos de idade. Esse tipo de câncer tem origem na camada mais externa da pele, a epiderme e é mais agressivo que o carcinoma basocelular, pois pode gerar metástases com maior frequência para gânglios linfáticos e outros órgãos
Qual sua causa?
A maior causa do carcinoma espinocelular é a excessiva exposição ao sol ao longo da vida e, em algumas situações, está relacionado a infecções virais pelo HPV. Além disso, pessoas que ficaram expostas a radiações ionizantes, fumantes, pacientes com úlceras crônicas e cicatrizes de queimaduras, pessoas com transplante renal e algumas doenças genéticas, como xeroderma pigmentoso (mutação no DNA), também estão mais propensas a este câncer de pele.
Onde ele se manifesta?
Geralmente, o carcinoma espinocelular aparece no rosto, orelhas, pescoço, dorso e mãos, mas também pode ocorrer nos lábios e nos órgãos genitais (quando relacionado a infecções por HPV). Pode apresentar-se como uma lesão avermelhada, feridas que não cicatrizam ou nódulos avermelhados com crostas duras, amareladas e bastante aderidas.
O carcinoma espinocelular pode ser classificado em:
Queratoacantoma: nódulo benigno com aparência de um pequeno vulcão, ou seja, uma lesão com depressão ou crosta no centro. Este geralmente apresenta crescimento rápido e, em alguns casos, pode desaparecer espontaneamente.
Carcinoma espinocelular in situ:é a forma inicial do carcinoma espinocelular. Geralmente, se desenvolve em pacientes acima de 70 anos de idade, na maioria mulheres. A lesão é avermelhada e descamativa, com crescimento lento.
Carcinoma espinocelular invasivo: tumor maligno, que apresenta crescimento tanto em profundidade quando em extensão progressivo, aderido a pele.
Tratamento
Antes de programar o tratamento, deve ser feito o diagnóstico completo do subtipo do carcinoma espinocelular que pode ser realizado pela dermatoscopia ou por uma biopsia da lesão. O tratamento do carcinoma espinocelular de primeira escolha é a cirurgia assim como o carcinoma basocelular, pois oferece as mais altas taxas de cura.
Em casos selecionados, existem algumas opções não cirúrgicas como a Terapia Fotodinâmica, na qual é usado um agente químico associado à exposição de uma luz para acabar com tumor a terapia tópica e a radioterapia. ada passo do tratamento do câncer de pele deve ser cuidadosamente discutido com o seu dermatologista. É preciso entender e classificar corretamente a doença para que o tratamento tenha o menor dano e o maior índice de cura para cada caso
O que você deve perguntar ao seu dermatologista antes do tratamento:
- Quais os cuidados de fotoproteção são os mais adequados para o meu caso?
- Ter câncer de pele significa que posso ter outros tumores?
- Qual o tratamento de melhor risco-benefício para o meu caso?
- Quando posso considerar tratamento completo de um carcinoma espinocelular e quais os riscos de recidiva?
- Com que frequência devo comparecer em consultas de acompanhamento após o tratamento do câncer de pele?
- Além da fotoproteção, existem outras medidas ou medicamentos que possam reduzir meus riscos de desenvolvimento de novos tumores?
Previna-se sempre! Essa é a melhor maneira de evitar o câncer de pele, que atinge cada vez mais pessoas ao redor do mundo. Não se esqueça do protetor solar FPS 30 ou maior, use chapéus, bonés, evite a exposição ao sol entre às 10h e às 16h e não faça bronzeamento artificial. Toda proteção contra os raios solares é bem-vinda. Além disso, consulte o seu dermatologista frequentemente. Quanto antes descobrir o câncer de pele, mais chances tem de curá-lo.